4ª Revolução Industrial e economia circular: entenda por que a tecnologia no setor público é fundamental

4ª Revolução Industrial e economia circular: entenda por que a tecnologia no setor público é fundamental

A nova era tecnológica é essencial ao promover soluções benéficas para o meio ambiente, para o crescimento econômico e para a população.

O termo “4ª Revolução Industrial” até parece que saiu de “Admirável Mundo Novo”, livro de Aldous Huxley, mas não. Não se trata de seus escritos sobre uma possível visita ao Admirável Mundo ou de tecnologias capazes de clonar e dominar a humanidade. Estamos falando de um processo que começou lá atrás, durante o final do século XVIII e início do século XIX: a primeira revolução industrial que tinha o carvão como fonte de energia, além de máquinas a vapor, e que vem evoluindo desde então. 

Conforme explica Lucas Câmara, diretor executivo do C4IR Brasil durante o 2º Fórum de Inovação em Governo do IdeiaGov, a 4ª Revolução Industrial tem como base a integração do espaço físico com o digital e o biológico, ou seja, as fronteiras geográficas que separavam pessoas por etnias; classes sociais e econômicas; por cidades ou países, já não existem mais dentro desta nova era tecnológica. 

Apesar da expressão “derrubar fronteiras” soar de forma muito abrangente, nós a vivenciamos em várias esferas da vida, como por exemplo, na vida pessoal, no trabalho, no governo e em tantas outras áreas. A integração da tecnologia no dia a dia das pessoas e, principalmente, no setor público permite não só a progressão do país de forma geral, associando o desenvolvimento econômico com práticas sustentáveis, através de um sistema amplo de ferramentas como inteligência artificial, robótica, internet das coisas e computação em nuvem, mas também atua diretamente na qualidade de vida da população e na oportunidade de contarmos com serviços públicos de qualidade cada vez maior. 

A 4ª Revolução Industrial está revolucionando diversos modelos de negócios, aumentando a integração entre setores, automatizando dados, linhas de produção e transformando produtos e serviços no Brasil e no mundo. Esse impulso tecnológico fomenta uma economia circular que propõe uma nova forma de pensar no futuro e no uso racional dos recursos naturais com foco no desenvolvimento econômico e social. Ao inserir a tecnologia dentro do contexto público, contribui-se para que diversos setores se relacionem, promovendo novos estudos, recursos e avanços nas mais diversas áreas, promovendo benefícios para o meio ambiente, para o crescimento econômico e para a população. 

Durante o mesmo Fórum, falamos sobre a importância das tecnologias inseridas no contexto da saúde pública para manter uma relação muito mais integrada e íntima com a área acadêmica, contribuindo com inúmeros avanços em pesquisas e soluções, especialmente durante o período da pandemia. Conforme mencionado pelos membros do Instituto Butantan e do Laboratório de Inovação do Hospital das Clínicas – Ivisen Lourenço e Sandra Coccuzzo, a nova era da tecnologia permitiu promover soluções que salvaram incontáveis vidas, alavancando o futuro da saúde pública do país. 

Soluções impulsionadas pela nova era tecnológica

Tecnologia é sinônimo de desenvolvimento e inclusão. A ferramenta nos impulsiona a pensar soluções para grupos de pessoas específicos que são desfavorecidos ou negligenciados por determinado fator, bem como contribui para que o ecossistema de inovação e tecnologia seja capaz de desenvolver soluções compatíveis com as práticas ESG nos mais diversos setores. 

Outros grandes exemplos relacionados à integração das tecnologias dentro dos governos – nacionais e internacionais – para promover melhorias também foram mencionados ao longo do evento. No Reino Unido, por exemplo, a tecnologia é o segmento que mais cresce dentro de sua economia, sendo um dos maiores investimentos por parte do governo para promover soluções em escala com foco em redução de carbono e melhorias ambientais. No Brasil, as compras de tecnologia por parte dos órgãos públicos movimentam, aproximadamente, R$25 bilhões por ano.

Guia de Contratações Públicas de Inteligência Artificial

Entretanto, apenas investir em tecnologias disruptivas não é o suficiente – e nem é tão simples quanto parece. Há uma série de medidas éticas e cuidados a serem tomados por parte dos órgãos públicos para mitigar riscos e compreender se  tal aquisição é a medida mais eficiente para determinada solução e como essa ferramenta pode ser inserida dentro do contexto público, garantindo que não se torne obsoleta em curto espaço, ou seja, é importante que a tecnologia seja uma ferramenta renovável em seu ciclo. 

Para entender mais sobre o processo de fornecimento e aquisição de tecnologias pelos governos, recentemente o IdeiaGov sediou o lançamento do Guia de Contratações Públicas de Inteligência Artificial, disponível para leitura e download. O guia, elaborado pelo Centro para a Quarta Revolução Industrial do Brasil (C4IR Brasil), filiado ao Fórum Econômico Mundial, em parceria com entidades do setor público nacional, setor privado, academia e sociedade civil, é eficiente tanto para auxiliar o governo com uma série de diretrizes para aquisição de tecnologias, como também é um manual para instituições da esfera privada que querem fornecer seus recursos para o governo e contribuir com o desenvolvimento da nossa sociedade, promovendo soluções em larga escala. 

Se você quer se aprofundar mais sobre como ofertar tecnologias para o setor público e colaborar para o desenvolvimento coletivo, aproveite para assistir o painel completo de Lançamento do Guia de Contratações Públicas de Inteligência Artificial em nosso canal do YouTube.

Por: Janaína Marsolla

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