Educação e análise de dados: inovação em governo revela soluções que vieram para ficar

Educação e análise de dados: inovação em governo revela soluções que vieram para ficar

“Inovação” foi a palavra que moveu pessoas, instituições, órgãos públicos e a esfera privada durante a pandemia. Rompeu padrões, remodelou o futuro dos negócios e evidenciou o fato de que absolutamente tudo precisaria ser reformulado em seu modus operandi.

Para enfrentar a pandemia e responder às problemáticas complexas que o cenário de crise nos impôs, foi necessário superar muitos desafios com agilidade, urgência, eficácia e imediatismo. Por vezes, o próprio ecossistema de inovação ainda não estava completamente preparado para lidar com determinadas demandas – o que exigiu capacitação dos atores e adaptação dos setores envolvidos. Ainda assim, a prática da inovação em governo foi essencial para compreender tais entregas e defini-las a partir de suas respectivas prioridades, com o auxílio de diagnósticos que facilitaram a compreensão sobre onde investir esforços, a fim de desenvolver iniciativas e mitigar possíveis danos.

Tanto na área da educação quanto na gestão e análise de dados, pudemos observar projetos que levariam anos para sair do papel sendo concretizados em pouquíssimos meses, devido a intensa necessidade de urgência em responder à população. E nesse processo, a conexão entre diversos atores e o investimento em tecnologia de ponta foram fundamentais. 

Durante a 2ª Edição do Fórum de Inovação em Governo do IdeiaGov, conversamos com representantes da Fundação Seade – Sistema Estadual de Análise de Dados e com representantes da Educação, incluindo membros do CIEBP e da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para compreender como foi importante incorporar a inovação em governo e quais foram as soluções, possivelmente, vieram para ficar.

Inovação em governo: o futuro é agora

O governo pode atuar como um órgão de fomento às relações que conectam múltiplos atores para impulsionar novos arranjos, modelos de negócios e possibilidades alternativas através da interação entre: universidade, empresas privadas e governo – modelo de inovação nomeado Hélice Tríplice. Além disso, se o investimento em recursos tecnológicos for, de fato, a melhor forma de atender uma demanda da população, é possível o investimento em soluções inovadoras relacionadas à automatização de dados e diagnósticos obtidos por meio de inteligência artificial e outras tecnologias disruptivas.

Digitalização dos serviços públicos: educação e gestão de dados

Durante o cenário de pandemia percebeu-se a necessidade – e a urgência – de investir na digitalização do ensino nas escolas e na automatização de dados para estatísticas públicas, promovendo não só informações de qualidades que auxiliam o poder público na tomada de decisão e no desenvolvimento de novas políticas, mas novas modalidades de ensino que fomentam uma transformação cultural em nossa sociedade. 

Mesmo antes da pandemia, já se falava sobre um modelo de ensino híbrido na educação, com a tecnologia inserida na vida dos estudantes de forma integrada ao aprendizado, com novas metodologias de ensino. Apesar do desafio de integrar a tecnologia ao aprendizado para uma demanda populacional tão extensa como a do Brasil – que comporta mais de 3 milhões de estudantes na rede pública – o cenário de lockdown acelerou o processo de digitalização da educação, viabilizada por muitos investimentos por parte dos órgãos públicos, em tecnologias disruptivas e em capacitação técnica para garantir a qualidade do estudo.

“A educação está passando por uma grande transformação. Não houve, na história da educação, essa aproximação do setor público e da escola pública, com startups da iniciativa privada para pensar juntos em como resolver desafios educacionais”, afirma Débora Garofalo – Coordenadora do CIEBP

Inovar em governo para aprimorar o sistema de ensino significa fazer uso da tecnologia para atuar de forma profunda – e intensa – no processo de recuperação da aprendizagem, através de dados que permitem identificar pontos de dificuldades dos alunos e oportunidades para personalizar o ensino. 

Aproximar a tecnologia e a Inteligência Artificial da sala de aula, permite que o corpo docente desenvolva novas estratégias de ensino que consideram habilidades além do raciocínio lógico e da memorização dos estudantes, valorizando suas capacidades socioemocionais, habilidades de interpretação e de resolução de problemas. Tais ações refletem diretamente no aumento do rendimento escolar do grupo, a partir de um sistema de ensino inclusivo e acessível para todas as pessoas. 

É fato que a tecnologia impacta de forma direta todas as indústrias e todos os segmentos. Quer saber mais? Assista o painel Inovação em governo na educação e na análise de dados da população que aconteceu durante o 2º Fórum de Inovação em Governo do IdeiaGov.

Por: Janaína Marsolla

Compartilhe:

Outros posts:

guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
10966
Execução:
Realização: