Carenet Longevity

Segmento: Healthtech
Desafio: UTI Conectada
Tecnologia: Software as a Service (SAAS)

Site:  https://www.carenet.com.br
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Desde 2014, a Carenet contribui na transformação digital do ecossistema da saúde brasileira através da integração e análise inteligente dos dados do paciente com ênfase no uso de plataformas de conectividade da Internet das Coisas Médicas (IoMT).  Em 2019, a Carenet se reposicionou no setor hospitalar com um novo produto. O produto ‘ORCHESTRA’ conecta dados de dispositivos médicos (de forma agnóstica, independente do fabricante e do modelo) com o sistema do prontuário eletrônico de saúde de um hospital e é aplicado em unidades de terapia intensiva (UTI), centros cirúrgicos (CC) e salas de emergências (PS). ORCHESTRA está em implantação em 40 hospitais (públicos e privados) no país.

MISSÃO: descentralizar a assistência médica, construindo uma tecnologia que conecta as pessoas e fornece informações e previsões importantes a partir de seus dados.

VISÃO: criar um melhor atendimento por meio de soluções inovadoras de saúde digital que integram tecnologia, informação e conectividade. Melhore a jornada e a qualidade de vida do paciente com abordagens inteligentes de gerenciamento de doenças.

Immo Oliver Paul: O fundador, Immo Paul, trabalhou com consultoria estratégica para empresas de consultoria dos Estados Unidos e da Europa. Desde 2009, tem empreendido no Brasil e (co)fundou várias empresas, promovendo desenvolvimento de produtos e serviços relacionados à saúde e ao bem-estar. 

Aficionado por tecnologia em saúde, Immo está muito interessado no valor e na utilidade de novas formas de tecnologias de saúde móvel, bem como em suas aplicações e benefícios para o consumidor. Immo Oliver Paul

A solução consiste em software as a Service (SAAS)

Solução pretende resolver: Automação e Apoio Assistencial: A plataforma Orchestra captura e transfere dados de monitores multiparamétricos, ventiladores mecânicos e bombas de infusão da sua UTI aos prontuários mais populares do mercado. Os nossos técnicos conectam praticamente qualquer dispositivo médico a qualquer sistema. Ao eliminar a entrada manual de dados, a plataforma economiza o tempo dos enfermeiros e evita erros manuais na entrada de dados.

Área atendida: Saúde digital

Público-alvo da solução: Hospitais (Unidades de Terapia Intensiva – UTI)

Benefícios da solução: O Orchestra é uma plataforma de integração de equipamentos hospitalares para áreas críticas de um hospital, como a unidade de terapia intensiva (UTI), o centro cirúrgico (CC) e pronto-socorro (PS). A plataforma conecta dados de dispositivos de monitoramento de pacientes com o sistema de prontuário eletrônico de um hospital. Isso pode incluir dados de sinais vitais, como frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial, temperatura; ou pode ser específico do dispositivo, como gases de anestesia ou configurações do ventilador, das bombas de infusão, dentre outros. 

Uma versão do Orchestra para suporte a tele monitoramento de múltiplas UTIs (Orchestra Tele-UTI) já está em fase de finalização e permite a monitorização de diversos leitos de UTI de vários hospitais à distância por equipes multidisciplinares e, portanto, a redução de circulação dos profissionais de saúde no ambiente restrito ao paciente. O Orchestra AIR PLUS, proposto neste projeto, será um sistema 100% integrado com a plataforma atual, inclusive na versão de suporte à Tele-UTI, que vai monitorar e auxiliar os intensivistas nos procedimentos ventilatórios. 

Custo estimado da solução: A SAAS de R$ 200 – 300 por mês por leito monitorado, dependendo do número de leitos da UTI.

Ao longo do seu primeiro ano, o Programa IdeiaGov esteve dedicado às demandas de saúde, principalmente àquelas que, de alguma forma, contribuíssem para mitigar problemas relacionados à pandemia de Covid-19. Foram diversos os desafios mapeados em conjunto com a equipe do Hospital das Clínicas da Universidade São Paulo. Como parte do programa, e por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (“SDE”), o Estado de São Paulo lançou as chamadas públicas Desafios Tecnológicos Contra a Covid-19 com o objetivo de reunir soluções inovadoras para o enfrentamento da pandemia decorrente da Covid-19.

De modo geral, o monitoramento de pacientes em regime de internação é feito de forma presencial pelos profissionais de saúde. A frequência deste monitoramento segue um protocolo com horários programados de visitas para cada paciente. Nesta visita, em geral, são aferidos sinais vitais a partir de monitores multiparamétricos, checagem de fluxo nas bombas de infusão e monitoramento de ventiladores, entre outros equipamentos que possam estar auxiliando na recuperação do paciente.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde – OMS, o percentual de trabalhadores da saúde afetados pela Covid-19 variou entre 8% e 10%. Considerando este cenário, a frequência de exposição de profissionais de saúde a pacientes internados por Covid-19 é diretamente proporcional ao risco de contaminação, tendo em vista que a cada vez que um profissional acessa um leito é necessária a paramentação e desparamentação completa, a execução desta rotina aumenta o risco de infecção e aumenta os gastos com Equipamentos de Proteção Individual – EPIs no hospital.

Por este motivo, este projeto buscou avaliar, selecionar e implementar soluções inovadoras baseadas em tecnologias que permitissem monitorar sinais vitais e equipamentos multiparamétricos e outros equipamentos que possam estar auxiliando na recuperação do paciente em regime de internação (em unidade de tratamento intensivo – UTI ou enfermaria), além de operar bombas de infusão e ventiladores de maneira remota e integrada, bem como tecnologias que possibilitem a produção nacional destes serviços.

O presente projeto foi realizado no Instituto Central do Hospital das Clínicas e no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, conforme diagrama abaixo: 

Tendo como público-alvo os profissionais das UTI selecionadas: intensivistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem. O objetivo principal foi fornecer aos profissionais de saúde monitoramento em tempo real dos dados de equipamentos conectados, seja acessando um painel web ou remotamente, por meio de dispositivo móvel (smartphone e tablet), viabilizando o acompanhamento dos sinais vitais e outros parâmetros dos seus pacientes.

O desafio UTI Conectada tinha o objetivo de constituir e testar um modelo viável de integração de equipamentos à beira leito em um contexto adverso como dos hospitais públicos: geralmente possuem uma grande heterogeneidade de marcas e modelos de equipamentos, bem como alta obsolescência e infraestrutura de internet insuficiente, através de soluções inovadoras baseadas em tecnologias que permitem o monitoramento remoto de sinais vitais emitidos por equipamentos à beira leito em unidades intensivas de tratamento (UTIs) e enfermarias. O objetivo final seria a validação de um modelo de processo que possa ser replicável para o restante do Hospital das Clínicas de São Paulo (HCFMUSP), bem como para as demais unidades de saúde do Estado de São Paulo. 

O piloto contou também com três objetivos específicos:

  1. Comprovação da viabilidade técnica: Demonstrar como a plataforma ORCHESTRA se conecta aos modelos de equipamentos selecionados para este piloto e como os dados são capturados em tempo real e visualizados nos painéis padrão da plataforma para fácil acesso remoto. Fornecendo aos profissionais de saúde uma ferramenta ágil, segura e conectada para auxiliar no monitoramento e na tomada de decisões.

  2. Validação real necessidade e importância: Confirmar o uso e o valor agregado ao contratante deste tipo de solução de interoperabilidade no ambiente hospitalar, que libera enfermeiros e técnicos de enfermagem de atividades manuais, repetitivas e sujeitos a erros, que podem promover burn-out, e também infecções desnecessárias por COVID-19 e outras doenças infecciosas. O plano de testar a mesma solução em diferentes ambientes de UTI objetivou fornecer um feedback mais amplo relacionado a diferentes patologias e riscos de UTI.

  3. Garantia da maturidade: Mostrar a maturidade da empresa em lidar com projetos complexos de IoMT (Internet of Medical Things), entender os desafios organizacionais e técnicos de um hospital, gerenciar diferentes grupos de stakeholders e, ser bem avaliado na execução do projeto piloto.

O projeto piloto testou a plataforma ORCHESTRA da empresa Carenet (https://www.carenet.com.br/) baseada em tecnologias que permitissem acompanhar sinais vitais de monitores multiparamétricos (MM) e outros equipamentos que possam auxiliar na recuperação do paciente em regime de internação, além de capturar indicadores das bombas de infusão (BI) e ventiladores mecânicos (VM) de maneira remota, inteligente e integrada. A plataforma ORCHESTRA, como sistema de integração, conecta o mundo de hardware do hospital com o mundo de software em áreas críticas, como a unidade de terapia intensiva, o centro cirúrgico e pronto-socorro. 

A proposta da empresa Carenet é desenvolver as ferramentas que primeiro resolvem os problemas críticos de interoperabilidade em UTIs de hospitais e, em seguida, criam inteligência em tempo real, insights, análises preditivas e cuidados de saúde para um novo mercado crescente de suporte a decisões clínicas e vigilância clínica. O módulo Monitor tem a tarefa de apresentar ao intensivista, da maneira mais intuitiva e clara possível, os sinais vitais do paciente. A plataforma fornece experiências do usuário (UX) diferenciadas através de painéis com alarmes e alertas visuais, gráficos ilustrativos, dados históricos de vários dias, e outras ferramentas que auxiliam no cuidado do paciente. Todos os dados são apresentados de maneira organizada, evitando sobrecarga visual, assim economizando tempo e energia do corpo clínico. 

O módulo implementa algumas funções de automatização de processos, facilitando o dia a dia dos intensivistas, libertando-os dos processos repetitivos que hoje ocupam 33% do tempo das enfermeiras ou técnicos de enfermagem. Reduz o burnout, mas também aumenta eficiência do time clínico, devolvendo a eles a prerrogativa de atuar no cuidado do paciente, em vez de gastar o tempo como um transcritor de dados para os sistemas de controle e bilhetagem do hospital. 

A solução da empresa Carenet teve resultado de avaliação satisfatório durante a etapa de prova de conceito no âmbito do Programa de Inovação em Governo do IdeiaGov, de acordo com os critérios de avaliação definidos no relatório final de atividades. Portanto, a equipe técnica e clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP recomenda o seguimento para a próxima fase do projeto via IdeiaGov, qual seja, tramitação e assinatura de acordo de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).

A prova de conceito / piloto referente à chamada pública CCT/SDE no 04/2020 ocorreu do mês de outubro/2020 a novembro/2021. O resultado da competição referente a esta chamada pública foi publicado no DOE do dia 27/10/2020 e a PoC foi finalizada no dia 05/11/2021. O propósito do piloto foi testar a solução apresentada para o seguinte desafio do Governo do Estado de São Paulo:“Como monitorar sinais vitais e operar aparelhos eletromédicos usados em leitos hospitalares (UTI e Enfermaria) em um modelo remoto, inteligente e integrado?

A empresa já participou do programa de aceleração Wayra

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