Lifemed

Segmento: Healthtech
Desafio: UTI Conectada
Tecnologia: Integrare

Site: https://lifemed.com.br/
Telefone: (11) 96395 2021 / (83) 98828 2936
E-mail:
evandro.garcia@lifemed.com.br, aldenor.martins@signove.com
Redes Sociais:
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Endereço:
Rua Castilho, 392 – 6º. Andar – Edifício Acaraí – Brooklin Paulista – 04568-010 – São Paulo

A Lifemed é uma empresa de tecnologia em saúde, com mais de 40 anos no mercado brasileiro, desenvolvendo produtos e softwares para suporte à decisão clínica.

A Lifemed é uma empresa de capital 100% nacional, com mais de 40 anos de atividade no desenvolvimento de produtos, dispositivos e equipamentos médicos e hospitalares destinados ao setor de saúde e está presente em mais de 2000 hospitais brasileiros, públicos e privados. Com duas modernas unidades de produção em Pelotas – RS e uma sólida matriz comercial em São Paulo, a empresa tem se destacado pelo investimento e expressivo crescimento em pesquisa e desenvolvimento e pela consolidação de importantes alianças estratégicas, visando também o competitivo mercado internacional. Seu desenvolvimento sempre foi pautado por iniciativas criativas e inovadoras, que resultaram em aquisições de empresas, parcerias, conquista de inúmeras certificações e reconhecimento por meio de diversas premiações dos setores hospitalar e industrial.

A solução foi desenvolvida por um time de especialistas com diversas competências, pode-se indicar como representantes:

Aldenor Martins

 

 

Silmara Formenti: Gerente de produto na Lifemed.

 

                              Walter Guerra

“Minha motivação para empreender é ver a melhora dos cuidados ao paciente, a redução de custos, do tempo de internação, redução dos gastos em medicação e diminuição da taxa de mortalidade. Esta é uma conquista do time que trabalha no desenvolvimento e operação da solução, aqui ficamos com o lema da empresa : Conexão com a Vida.” Aldenor Martins

 

A INTEGRARE oferece um ambiente completo para Telessaúde em nuvem que possibilita o acesso remoto, em tempo real, a dados e curvas fisiológicas, exames, integração com prontuário e ambiente de videoconferência. Na INTEGRARE os pacientes são priorizados mediante índices como MEWS, SAPSIII ou qSOFA. 

Problema que a solução pretende resolver: A Telemedicina da INTEGRARE foi construída para que um profissional possa auxiliar à distância (fora do ambiente onde encontra-se a unidade) todas as informações dos equipamentos que estão conectados ao paciente, podendo, eventualmente, orientar alguma mudança de conduta.

Área atendida: Saúde

Público-alvo da solução: Hospitais

Benefícios da solução:

  • Redução do tempo da enfermagem no trabalho de coleta desses dados manualmente.
  • Redução dos erros de coleta e de inserção desses dados nos sistemas/prontuários.
  • Redução da manipulação da bolsa de coleta, reduzindo por consequência o risco de infecção.
  • Redução do tempo da enfermagem em fazer o cálculo do BH manualmente.
  • Redução dos erros inerentes a realização de cálculos manuais.
  • Rapidez e disponibilidade em tempo real de informações que apoiam o médico na tomada de decisão, fato que pode ser crucial para o desfecho clínico do paciente.
  • Permite o reconhecimento das principais assincronias ventilatórias.
  • Permite o ajuste do ventilador a fim de estabelecer a ventilação mais confortável para o paciente.
  • Permite o estudo de eventos ocorridos.
  • Auxilia o ajuste do ventilador a fim de estabelecer uma ventilação protetora.
  • Permite ao administrador hospitalar a gerência efetiva dos leitos de sua UTI, com maior previsibilidade nas datas das altas hospitalares e ociosidade de leitos.

Custo estimado da solução: O custo da solução é diretamente dependente da necessidade de customização, de equipamentos, de estrutura, de software, de ERP, não havendo um custo padrão.

Ao longo do seu primeiro ano, o Programa IdeiaGov esteve dedicado às demandas de saúde, principalmente àquelas que, de alguma forma, contribuíssem para mitigar problemas relacionados à pandemia de Covid-19. Foram diversos os desafios mapeados em conjunto com a equipe do Hospital das Clínicas da Universidade São Paulo. Como parte do programa, e por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (“SDE”), o Estado de São Paulo lançou as chamadas públicas Desafios Tecnológicos Contra a Covid-19 com o objetivo de reunir soluções inovadoras para o enfrentamento da pandemia decorrente da Covid-19.

De modo geral, o monitoramento de pacientes em regime de internação é feito de forma presencial pelos profissionais de saúde. A frequência deste monitoramento segue um protocolo com horários programados de visitas para cada paciente. Nesta visita, em geral, são aferidos sinais vitais a partir de monitores multiparamétricos, checagem de fluxo nas bombas de infusão e monitoramento de ventiladores, entre outros equipamentos que possam estar auxiliando na recuperação do paciente.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde – OMS, o percentual de trabalhadores da saúde afetados pela Covid-19 variou entre 8% e 10%. Considerando este cenário, a frequência de exposição de profissionais de saúde a pacientes internados por Covid-19 é diretamente proporcional ao risco de contaminação, tendo em vista que a cada vez que um profissional acessa um leito é necessária a paramentação e desparamentação completa, a execução desta rotina aumenta o risco de infecção e aumenta os gastos com Equipamentos de Proteção Individual – EPIs no hospital.

Por este motivo, este projeto buscou avaliar, selecionar e implementar soluções inovadoras baseadas em tecnologias que permitissem monitorar sinais vitais e equipamentos multiparamétricos e outros equipamentos que possam estar auxiliando na recuperação do paciente em regime de internação (em unidade de tratamento intensivo – UTI ou enfermaria), além de operar bombas de infusão e ventiladores de maneira remota e integrada, bem como tecnologias que possibilitem a produção nacional destes serviços.

O presente projeto foi realizado no Instituto Central do Hospital das Clínicas e no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, conforme diagrama abaixo: Tendo como público-alvo os profissionais das UTI selecionadas: intensivistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem. O objetivo principal foi fornecer aos profissionais de saúde monitoramento em tempo real dos dados de equipamentos conectados, seja acessando um painel web ou remotamente, por meio de dispositivo móvel (smartphone e tablet), viabilizando o acompanhamento dos sinais vitais e outros parâmetros dos seus pacientes.

O desafio UTI Conectada tinha o objetivo de constituir e testar um modelo viável de integração de equipamentos à beira leito em um contexto adverso como dos hospitais públicos: geralmente possuem uma grande heterogeneidade de marcas e modelos de equipamentos, bem como alta obsolescência e infraestrutura de internet insuficiente, através de soluções inovadoras baseadas em tecnologias que permitem o monitoramento remoto de sinais vitais emitidos por equipamentos à beira leito em unidades intensivas de tratamento (UTIs) e enfermarias. O objetivo final seria a validação de um modelo de processo que possa ser replicável para o restante do Hospital das Clínicas de São Paulo (HCFMUSP), bem como para as demais unidades de saúde do Estado de São Paulo. 

O piloto contou também com três objetivos específicos:

  1. Comprovação da viabilidade técnica: Demonstrar como a plataforma INTEGRARE se conecta aos modelos de equipamentos selecionados para este piloto e como os dados são capturados em tempo real e visualizados nos painéis padrão da plataforma para fácil acesso remoto. O piloto fornecerá aos profissionais de saúde uma ferramenta ágil, segura e conectada para auxiliar no monitoramento e na tomada de decisões.
  2. Validação real necessidade e importância: Confirmar o uso e o valor agregado ao contratante deste tipo de solução de interoperabilidade no ambiente hospitalar, que libera enfermeiros e técnicos de enfermagem de atividades manuais, repetitivas e sujeitos a erros, que podem promover burn-out, e também infecções desnecessárias por COVID-19 e outras doenças infecciosas. O plano de testar a mesma solução em diferentes ambientes de UTI deve fornecer um feedback mais amplo relacionado a diferentes patologias e riscos de UTI.
  3. Garantia da maturidade: Mostrar a maturidade do fornecedor em lidar com projetos complexos de integração de equipamentos hospitalares, entender os desafios organizacionais e técnicos de um hospital, gerenciar diferentes grupos de stakeholders e, com sucesso, entregar a solução prometida no Chamada Pública (CCTI/SDE​ no 04/2020).

A proposta em questão visou oferecer:

  1. Integração de equipamentos eletromédicos: monitor, bomba de infusão, ventilador mecânico e cama;
  2. Ambiente para monitoramento remoto de pacientes com visualização de curvas em tempo real (NTR), para monitores, ventiladores, camas e bombas de infusão;
  3. Acesso ao histórico do paciente.
  4. Ambiente de Televisita com videoconferência.

O piloto buscou testar, para potencial adoção pelo Estado de São Paulo, a plataforma INTEGRARE da empresa Lifemed, no qual a telemedicina da plataforma INTEGRARE oferece capacidade de troca de conhecimentos e experiências entre dois profissionais que estejam em unidades distintas. É uma plataforma modular e agnóstica, viabilizando, portanto, a integração de equipamentos de diferentes fabricantes, apresentando uma oferta única em capacidade e alcance no ambiente clínico hospitalar.

A INTEGRARE oferece um ambiente completo de Telemedicina que possibilita o acesso remoto, em tempo real, a dados e curvas fisiológicas, exames, integração com prontuário e ambiente de videoconferência. Na INTEGRARE os pacientes são priorizados mediante índices como MEWS, SAPSIII ou qSOFA. Sendo a sua telemedicina construída para que um profissional possa visualizar à distância (fora do ambiente onde encontra-se a unidade) todas as informações dos equipamentos que estão conectados ao paciente, podendo, eventualmente, orientar alguma mudança de conduta.

A solução da empresa Lifemed teve resultado de avaliação satisfatório durante a etapa de prova de conceito no âmbito do Programa de Inovação em Governo do IdeiaGov, de acordo com os critérios de avaliação definidos no relatório final de atividades. Portanto, a equipe técnica e clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP recomendou o seguimento para a próxima fase do projeto via IdeiaGov, qual seja, tramitação e assinatura de acordo de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).

A prova de conceito / piloto referente à chamada pública CCT/SDE nº 04/2020 ocorreu do mês de outubro/2020 a novembro/2021. O resultado da competição referente a esta chamada pública foi publicado no DOE do dia 27/10/2020 e a PoC foi finalizada no dia 05/11/2021. O propósito do piloto foi testar a solução apresentada para o seguinte desafio do Governo do Estado de São Paulo: “Como monitorar sinais vitais e operar aparelhos eletromédicos usados em leitos hospitalares (UTI e Enfermaria) em um modelo remoto, inteligente e integrado?”

Ao final do projeto fomos aprovados como altamente recomendável nos aspectos de escalabilidade, auxílio ao desfecho clínico, interoperabilidade, usabilidade, segurança e operação/ armazenamento em nuvem.

 

Proposta técnica e documentos de referência disponível neste link.

 

Reportagem da Record, relacionada à redução do índice de mortalidade em UTIs COVID-19. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=KQsHB2a3K20

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