O potencial das Govtechs para um futuro mais eficiente

O potencial das Govtechs para um futuro mais eficiente

A inovação digital está mudando o formato como percebemos os serviços e soluções. Onde quer que você olhe é provável que enxergue os impactos causadas pela transformação digital, e não é diferente quando se pensa no setor público brasileiro, que anseia por mais eficiência e produtividade. 

O último Impact Morning de 2020 concluiu a agenda de encontros do Impact Hub com debate sobre uma das tendências mais promissoras no cenário de inovação pública: as Govtechs. A demanda crescente da população pela melhoria da qualidade dos serviços públicos, mais transparência e uma maior eficiência do governo, faz com que as startups com foco na criação de soluções tecnológicas para resolver desafios do setor público estejam cada vez mais alinhadas ao interesse público. 

O encontro online sobre “O potencial das Govtechs para um futuro mais eficiente”, voltado ao ODS 16, aconteceu no dia 25 de novembro e contou com a participação de Fernando Rabelo, da Brava; Anna Deniz, da Gove; Isabel Opice, cofundadora e diretora de Operações da Impulso e mediação do diretor de inovação em governo do Impact Hub e à frente do IdeiaGov, Felipe Massami.  

Durante o debate foram apontadas as oportunidades e potencial de crescimento para as Govtechs brasileiras e também os desafios que essas startups enfrentam para levar soluções para governos. Um estudo do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), em parceria com o BrazilLab, apontou o Brasil como o país com o maior número de startups vendendo para governo na América Latina. Ainda de acordo com a pesquisa, do total de startups existentes no Brasil, até 1.500 teriam potencial para atuação no mercado “business to government” (B2G) caso desejassem ofertar suas soluções tecnológicas para os governos. 

“Quando foi lançado o Pitch Gov, em 2015, não havia tantas perspectivas de contratação como acontece hoje. Tivemos uma trajetória de aprendizados, mas ainda há muita coisa para fazer”, afirmou Isabel Opice. Entre os avanços nos últimos anos estão o Novo Marco Legal das Startups e Lei da Inovação.  

Fernando Rabelo apontou que as experiências de sucesso na transformação do setor público começam por uma carta de serviço. “Pode parecer um trabalho trivial, mas é fundamental em qualquer esfera fazer um mapeamento dos serviços prestados e consequentemente identificar os gargalos existentes”, explicou.   

A gerente de produtos na Gove, startup que desenvolve soluções para aumentar a eficiência das finanças públicas, Anna Deniz, trouxe os desafios no acesso a investimento. A Govtech recebeu um aporte de R$8 milhões, a maior rodada seed já levantada por uma govtech no Brasil e um marco no ecossistema de soluções em inovação para o governo. A iniciativa abre caminhos para destravar um mercado que movimenta no país aproximadamente R$25 bilhões por ano em compras de tecnologia por parte de governos.  

Para fomentar esse ecossistema e conectar startups e governo, que foi criado o IdeiaGov, hub de inovação operado pelo Impact Hub que tem como objetivo trazer soluções de mercado e da sociedade para desafios do Governo do Estado de São Paulo, oferecendo melhores serviços ao cidadão e mais eficiência na gestão pública.

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