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Operação remota de equipamentos já é possível após testes junto ao Hospital das Clínicas de São Paulo

Operação remota de equipamentos já é possível após testes junto ao Hospital das Clínicas de São Paulo

Operação remota de equipamentos de ressonância magnética e tomografia computadorizada já é possível após testes de implementação da tecnologia desenvolvida pela Central de Operações Radiológicas Inteligentes (CORI) junto ao Hospital das Clínicas de São Paulo

Os avanços da medicina estão cada vez mais relacionados ao uso de tecnologias inovadoras que ajudem a levar diagnósticos mais rápidos e precisos para as pessoas, melhorando seus processos de tratamento.

A pandemia trouxe à tona a importância da adoção de tecnologias que ajudem a preservar a saúde também dos profissionais que trabalham dentro dos hospitais. Diante desse cenário, o Programa IdeiaGov e o Hospital das Clínicas da Universidade São Paulo (HCFMUSP) direcionaram esforços para encontrar soluções inovadoras que contribuíssem para a melhoria dos atendimentos dentro dos hospitais, através de avanços tecnológicos.

Em outubro de 2021, foi publicada a chamada “Jornada Digital do Paciente”, que contemplou 4 editais para desenvolver uma experiência humanizada e centrada nas necessidades do paciente, aumentando a eficiência de processos e gerando economia dos recursos públicos. Um desses desafios buscou soluções que possibilitassem operar remotamente os equipamentos de Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada, de forma eficaz e de rápida implementação, para auxiliar na realização desses exames, sem afetar a sua qualidade.

Uma Comissão de Análise da Chamada Pública 05/2020 (Processo: SDE-  PRC- 2020/00944) verificou a pertinência, a adequação e o mérito das propostas submetidas, de acordo com os seguintes critérios: alinhamento técnico da solução com o desafio; diferenciais da solução em relação a outras tecnologias e opções existentes no mercado; estágio e barreiras de desenvolvimento; prazo de implementação em escala da solução; Atendimento às características obrigatórias e desejáveis descritas no edital.

Ao final deste processo, a empresa CORI foi uma das selecionadas, apresentando uma solução que permite a redução da exposição às contaminações por parte dos profissionais envolvidos na operação de tomo e RM. Reduz também a reconvocação de pacientes, na medida em que na falta de algum funcionário ou na falta de experiência do operador, outro funcionário pode intervir.


A solução CORI de operação remota consiste em um acompanhamento inicial próximo a ambas as pontas (enfermagem e operadores), conectando os meios de comunicação entre as duas (via chat escrito e/ou via ligação por áudio). Para ter acesso ao paciente há uma câmera, no qual apresenta em tempo real a movimentação dentro da sala de exames e um robô, que auxilia na tomada de decisão ou a falar com o paciente dentro da sala de exame. A união desses três pontos (chat, câmera e robô) permite a realização dos exames até mesmo de alta complexidade a distância.

Para a realização do piloto, foi planejado um fluxograma operacional via operação remota de acordo com a rotina da instituição, com a apresentação e treinamento das equipes multifuncionais e médicas para utilização da plataforma e operação remota, gerando otimização na comunicação e maior interação com médicos e operadores dos equipamentos.

Para o escopo do projeto, foi restringida à operação de dois consoles, sendo um RM (Marca GE Modelo Signa HDXT) e um CT (Marca Philips Modelo Brilliance 64), ambos os equipamentos alocados dentro do Instituto de Radiologia (InRad) do Hospital das Clínicas.

As tecnologias ficaram em operação no InRad nos meses de abril a junho de 2021, atuando em testes controlados. Em junho de 2021, o órgão apresentou um relatório completo de avaliação das novas soluções.

“O desafio proposto pelo IdeiaGov em modo geral foi visto pela equipe da CORI com bastante entusiasmo, pois se trata de um desafio para o maior complexo hospitalar da América Latina. Podendo assim, levar nossa experiência com a operação remota e ser recebido por toda a equipe do InRad com bastante gana no aprendizado nesse novo modelo de trabalho, tratando-se de uma quebra de paradigmas na forma de operar equipamentos de imagem. Essa otimização no processo como um todo acaba impactando diretamente no paciente, fazendo com que as filas de espera diminuam e que tenham um atendimento ainda sim humanizado.” Valdir Zanderigo, diretor de operações da CORI.

Encaminhamentos
A solução da empresa CORI cumpriu o objetivo de validar a tecnologia de operação remota dos equipamentos de tomografia computadorizada e ressonância magnética, gerando otimização do número de operadores, diminuição de custos operacionais e especialmente a diminuição de risco biológico aos operadores, tirando eles de exposição de áreas de risco da operação.

Contando com uma avaliação superior às demais participantes do Programa de Inovação em Governo, de acordo com os critérios de avaliação, a solução foi recomendada para o seguimento de uma próxima fase do projeto via IdeiaGov, com a assinatura de acordo de pesquisa, desenvolvimento e inovação PD&I com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Para o HCFMUSP, a proposta de avançar para o piloto (Acordo de PD&I) ajuda a testar, fazer ajustes e validar o modelo, no período de um ano. “Esse projeto também ajudou muito a entender sobre possíveis resistências e questões internas. Gerou mudança organizacional, incentivou pessoas da equipe do Hospital a buscar mais conhecimento, se atualizar e se envolver com inovação. As pessoas que trabalham na área ficaram atentas e viram como uma realidade essa inovação em operação remota de equipamentos de exame de imagem.” – Cleiton Caldeira, Gerente de Engenharia e Tecnologia da Informação do Hospital das Clínicas.

por Kika Gianesi e Jessica Pereira

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