Sustentabilidade em pauta: o ecossistema de impacto e o poder público em prol de uma nova realidade

Sustentabilidade em pauta: o ecossistema de impacto e o poder público em prol de uma nova realidade

Qual é a realidade que queremos construir? Sem biodiversidade ainda haverá vida para a humanidade? Será que somos completamente responsáveis pelo futuro do meio ambiente? Essas são algumas das perguntas que o ecossistema de impacto precisa responder para obter clareza e direcionamento sobre onde depositar seus esforços e co-criar um futuro mais justo e sustentável em conjunto com o poder público. 

Assim como os recursos naturais, o tempo está ficando escasso para lideranças que ainda não priorizam a pauta de sustentabilidade dentro das empresas. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), as emissões globais de gases do efeito estufa devem ser zeradas até 2050. Entre o ano de 2020 e 2021, o Brasil aumentou em 121% sua emissão de gás carbônico (CO2), conforme aponta um levantamento do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA). Isso significa, em um primeiro momento, que será necessário repensar e inovar na forma de desenvolver negócios, produtos e serviços. Em seguida, nos alerta sobre a importância de repensar o termo “sustentabilidade” de maneira integrada com a inovação, como dois pilares que podem – e devem – caminhar juntos. 

É de responsabilidade do governo atuar em defesa do meio ambiente, com o objetivo de evitar a degradação do espaço, controlar a crise climática e reduzir danos causados pela emissão de gases nocivos emitidos a todo instante na atmosfera. Essas medidas podem ser realizadas em conjunto – entre governos ou com outros órgãos públicos, como, por exemplo, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA) -, entretanto, por conta da dimensão dos problemas ambientais públicos e da carência de recursos, não é possível resolvê-los de forma isolada, por isso,  a colaboração entre atores, envolvendo órgãos do Estado e a esfera privada, é muito importante para solucionar problemas públicos, garantindo maior eficácia dos processos e conquistando maiores avanços em termos de qualidade, agilidade e eficiência. 

Por meio de colaborações entre o setor público e o privado em prol do meio ambiente, é possível trabalhar para o desenvolvimento de cidades inteligentes e sustentáveis, através de incentivos e novas oportunidades por parte dos governos para fomentar o desenvolvimento de novas tecnologias, como: fontes de energia renovável, biocombustíveis (ou outras fontes de combustíveis sustentáveis), entre outras alternativas. O governo também pode usufruir de um papel estratégico para contar com a colaboração de empresas do setor privado, incluindo o ecossistema de impacto, a fim de estimular novos negócios para soluções ambientais sustentáveis e mitigar recursos públicos ao promovê-las, abrindo espaços para o aprimoramento das políticas públicas quando necessário. 

Tanto a inovação quanto a sustentabilidade dependem, estritamente, dos relacionamentos com parceiros entre o setor público e o setor privado e, quanto mais amplas essas relações, maior o potencial de alcançar resultados elevados. Por ser um ecossistema inclusivo e diverso, o setor de impacto pode atuar em colaboração com outros parceiros da esfera privada, incluindo gov techs, big techs, startups e scale-ups, que utilizam da inovação e de tecnologias abrangentes para desenvolver novas soluções às demandas ambientais públicas. Mas, também pode se conectar com negócios menores, de alta profundidade e impacto nas comunidades onde atuam, para auxiliar no desenvolvimento social e ambiental do país, viabilizando novas oportunidades de emprego e atuando de forma direta no desenvolvimento das cidades de forma sustentável e inteligente. 

A degradação ambiental está intimamente relacionada ao atual modelo de desenvolvimento focado no lucro e não no bem-estar da humanidade e na preservação da biodiversidade. Talvez, porque ainda não conseguimos mensurar, de fato, o quanto a humanidade seria afetada com perdas ainda maiores dos ecossistemas e dos recursos naturais. Apesar dos inúmeros desafios em termos de assumir a responsabilidade por um futuro sustentável, segundo relatório da WWF-Brasil, emitido em 2020, a pauta da sustentabilidade têm envolvido milhares de pessoas em todo o mundo que estão preocupadas com a natureza, em termos de consciência individual e coletiva, ganhando força, principalmente em mercados emergentes. 

Alinhar objetivos organizacionais à agenda de sustentabilidade e colaborar com o desenvolvimento sustentável do país, se tornou um dos critérios mais relevantes não só para a sociedade civil, mas também para o mercado financeiro que pretende tornar o conceito de “investimento sustentável” uma prática de até US$ 53 trilhões de investimentos em 2025, segundo relatório mais recente emitido pela Bloomberg.

Você sabia que para engajar empresas e organizações na adoção de práticas relacionadas a direitos humanos, meio ambiente e sustentabilidade, a ONU desenvolveu uma iniciativa definida pela sigla em inglês ESG? Clique aqui e saiba mais sobre como incorporar essas práticas dentro da sua organização.
Por Janaína Marsolla

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