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Tecnologia nas escolas: a inovação como estratégia para a transformação social

Tecnologia nas escolas: a inovação como estratégia para a transformação social

Há quase dois anos, em março de 2020, o Brasil precisou se reinventar em múltiplos aspectos – na forma de trabalhar, de estudar, de consumir e de buscar entretenimento. Se antes transitávamos entre o universo online e offline, hoje a tecnologia está cada dia mais presente na nossa rotina, seja para resolver desde as questões mais simples até para endereçar os problemas mais complexos da nossa sociedade.

Com rápido desenvolvimento tecnológico das últimas décadas, as gerações mais novas – que nunca viram o mundo sem a internet, os dispositivos eletrônicos e o mecanismo de busca do Google -, sentiram cada vez mais a necessidade de transformar e inovar, pois estruturas e sistemas tradicionais que costumavam funcionar agora já não são mais tão eficazes quanto antes.

Perante tantas mudanças impulsionadas pelo cenário de pandemia, a educação, que é fator essencial para o desenvolvimento de uma nação, foi um dos setores mais afetados ao longo deste período. De acordo com a SEDUC – Secretaria Estadual de Educação de São Paulo – e dados do INEP, apenas no ano de 2020 a capital do Estado de São Paulo teve 38.674 estudantes reprovados nas escolas, somado ao fato de que 50 mil alunos declararam encontrar dificuldades em progredir no rendimento escolar por diversos motivos, que incluem desde a falta de acesso a recursos essenciais, como computador e internet até a capacitação para uma educação híbrida. 

A crescente falta de interesse pelo ensino faz com que a maioria dos estudantes não continuem o aprendizado obtido em sala de aula, não realizem nenhuma atividade extracurricular ou pratiquem o hábito da leitura para dar sequência aos estudos durante algumas horas após deixar a sala de aula. Por isso, repensar o sistema tradicional da educação, a partir de uma perspectiva inclusiva, acessível e inovadora é fundamental para manter as gerações atuais e futuras engajadas com o aprendizado contínuo de forma híbrida. 

Tecnologia na palma da mão

Rodeados por tecnologia e imersos em seus dispositivos eletrônicos, a geração Z carrega em seu DNA a vontade de expandir horizontes, de criar e se conectar, conquistando cada vez mais autonomia, independência e dinamismo em suas atividades. 

Cada vez maior de estudantes que não se identificam com o sistema tradicional de educação – que não conecta e não envolve -, é hora de repensar: como conquistar a atenção da geração Z e conectá-los com o aprendizado? Quais aspectos precisam ser mudados no sistema atual de educação? De que forma a inovação tecnológica pode contribuir para desenvolver estratégias de melhoria no aproveitamento dos estudos? 

Considerar a inovação e o uso da tecnologia a favor da educação é um estímulo para o próximo passo rumo à construção de um futuro mais positivo e igualitário a partir de soluções personalizadas e desenvolvidas com uso e análise de dados que possibilitam a compreensão da classe, tanto a nível individual dos estudantes quanto também no coletivo da turma. 

Pensar em inovação em conjunto com o investimento em tecnologias emergentes no setor permite compreender as dificuldades e interesses dos estudantes para um sistema de ensino mais personalizado e adequado, viabilizando o desenvolvimento de novas formas de estudos, dinâmicas e estratégias de ensino, substituindo a “máxima absorção de conteúdo no menor espaço de tempo”, por uma experiência nas escolas através de uma cultura de conexão, envolvimento e interação, que estimule a criatividade e a participação da classe como fatores essenciais de garantir o sucesso no aprendizado. 

Sistema de ensino justo para todas as pessoas

O investimento em inovação no setor educacional é essencial para nutrir uma base sólida de fonte de dados que revelam possibilidades de aprimorar estratégias pedagógicas, a fim de desenvolver novas metodologias abrangentes ao valorizar as diversas formas de saberes, de interpretação e resolução de problemas, aumentando, assim, o rendimento escolar do grupo e fornecendo uma perspectiva de ensino inclusivo e acessível para todas as pessoas. 

Soluções inovadoras são necessárias para resolver problemas complexos do sistema de ensino e fomentar transformações sociais, reduzindo desigualdades e permitindo que grupos mais vulneráveis tenham acesso a educação de qualidade, pois é através da tecnologia que o ensino adaptado para estudantes com dificuldades específicas se torna possível, ampliando o olhar do corpo docente para além das capacidades de memorização e do raciocínio lógico, valorizando e desenvolvendo competências socioemocionais.

Pensando nisso, o IdeiaGov e a Secretaria Estadual de Educação (SEDUC), por meio de inovação aberta lançou recentemente o desafio “Como analisar os dados de avaliação estudantil e diagnosticar a defasagem de aprendizagem para que professores e gestores criem estratégias para auxiliar os estudantes em suas dificuldades?”, que visa buscar soluções de mercado para melhor analisar os dados de avaliação e defasagem de aprendizagem dos estudantes, a fim de auxiliar gestores e docentes na tomada de decisão e no planejamento de estratégias que mitiguem as dificuldades de aprendizagem dos estudantes.

Leia outros artigos como este em nosso blog de notícia.

Por Janaína Marsolla

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